quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Unlimited Awards - Top 5 (2014)

_______________________________________________________________

O ano de 2014 não foi fácil! Dificuldades, stress, decepções, insucessos... claro o ano não foi só de espinhos e, como para todos, muitos bons momentos fizeram parte do ano. No entanto, houve uma questão que, definitivamente, me entristeceu durante todo o ano: o Unlimited Decibels havia morrido! Ou, pelo menos, cambaleava e respirava com a ajuda de aparelhos.

Claro, 2014 também foi um ano cheio de bons lançamentos no Metal e na música peada, em geral, e sempre estivemos lá, acompanhando tudo. Pois bem, meu caro leitor, 2015 chegou, e com ele, o retorno do nosso blog. Começamos ainda olhando pelo retrovisor, para tudo que houve de genial e maravilhoso no Metal, em 2014, é o tradicional Top 5!


PS: Como sempre, lembramos que a lista não é mais do que uma opinião que passa pelo nosso próprio julgamento pessoal. Por isso, tais escolhas devem ser encaradas como algo sempre subjetivo e distante de uma verdade absoluta.



Abrindo a nossa lista estão os alemães do Edguy. Admito que as minhas expectativas andavam em baixa com Tobias Sammet e companhia, pelos últimos lançamentos do Edguy (e também do Avantasia). No entanto, Space Police arruma a casa e coloca as coisas no lugar. Remetendo diretamente a Rocket Ride, de 2006 - inclusive na capa - o disco traz a combinação perfeita entre o Power característico do início da banda e o Hard Rock ao qual o grupo vem se orientando. O Edguy se assume como uma banda bem humorada e livre de rótulos. Grande volta à boa forma.


E por falar em retorno, aqui temos gigantes! Depois de um disco mal recebido por fãs e críticas. Depois de anunciar o fim das turnês. Depois da saída de K.K. Downing. Ninguém esperava um novo clássico vindo dos ingleses. Bem, todos se enganaram. Redeemer of Souls é um disco sólido com melodias poderosas e convincentes, respeitando as limitações vocais de Rob Halford, hoje com 63 anos. Mas, acima de tudo, respeitando a identidade de uma banda que, mesmo sem precisar, continua provando a todos que é uma das maiores da história.
Temos aqui, talvez, a primeira surpresa da nossa lista. O Falconer pode ser um desconhecido para muitos leitores, mas essa talentosa banda sueca já está no seu oitavo, e melhor, disco de estúdio. Apesar de tocar um Power Metal bastante pesado, o Falconer é a maior representação de um som medieval que temos no Metal atual. Cheio de riffs pesados e marcantes, Black Moon Rising se destaca mesmo, mais uma vez, pela performance do incrível vocalista (e ator) Mathias Blad. Um álbum que leva nota máxima como um dos melhores lançamentos de Power dos últimos anos.
Poucas bandas se foram deixando tanta saudade na cena do Metal como o Nevermore. Warrel Dane e Jeff Loomis, infelizmente, encerraram uma das maiores instituições do Metal contemporâneo. Triste. No entanto, isso resultou na volta do Sanctuary, banda de Dane antes da vasta experiência com o Nevermore. Aliás, a mescla de sons entre a pegada Heavy do Sanctuary, com a bagagem Prog/Thrash do Nevermore, resultaram num disco denso, com uma atmosfera sombria e, ao mesmo tempo, empolgante, conduzidas pela magistral voz de Warrel Dane. Disco conceitual interessante e futuro promissor.


Basta dar uma olhada rápida na nossa página para perceber que o Black Metal não tem tanto espaço assim, por aqui. Nenhum preconceito, apenas gosto. No entanto, foi impossível não se ajoelhar diante d'O Satanista. O Behemoth é uma banda em visível escala de ascensão, dando saltos de qualidade de lançamento em lançamento. O talentoso Adam Darski, o Nergal, é um desses gênios da música - coisa difícil de encontrar no gênero em questão - que ficou ainda focado após vencer a luta contra uma leucemia.

The Satanist nos traz uma banda coesa, experimentando menos com as orquestrações, sendo mais direto, para trazer um álbum brutal, e agressivo, na medida. É assim que o Behemoth deixa para trás a maior parte das bandas de Black Metal, gênero que, para mim, vem sofrendo de autofagia. Deixa para trás, também, quase tudo que se produziu de música pesada em 2014. The Satanist é intenso, sombrio, assustador (sim, me causou arrepios, da primeira vez) e apaixonante. Melhor do ano em sonoridade, abordagem, parte gráfica e impacto!



Como de costume, a lista de cinco melhores ganha a companhia de mais alguns lançamentos que mereceram a nossa atenção, no ano, mas que pecaram em algum pequeno aspecto e não chegaram na lista dos cinco. Nossas menções honrosas traz mais cinco lançamentos excelentes de 2014, que por pouco não chegaram lá.



Elvenking - The Pagan Manifesto
O Elvenking é, provavelmente, a melhor banda italiana em atividade. Seu misto de Power e Folk Metal foi retomado em The Pagan Manifesto, trazendo de volta a banda das experimentações com um som mais sombrio e pesado dos últimos discos. A performance vocal de Damnagoras melhorou no lançamento, e a banda se apresenta um pouco mais renovada. O disco traz canções mais longas e trabalhadas, mostrando um Elvenking maduro, mas jamais cansativo.



Sabaton - Heroes
Já explicitei aqui, a minha simpatia ao Sabaton - que considero a melhor banda de Power Metal da atualidade. Heroes mantém o alto nível dos lançamentos da banda e tem uma primeira parte realmente explosiva e empolgante. O disco traz, ainda, a primeira música com temática focada no Brasil, Smoking Snakes, confirmando a boa relação da banda com o país. Só não é impecável devido à tenebrosa Ballad of Bull e em comparação ao magnum opus Carolus Rex.



Epica - The Quantum Enigma
Talvez seja sadismo, ou somente curiosidade, mas sempre escuto novos álbuns de bandas que não gosto. Com o Epica, é assim, sempre os tendo considerado superestimados e encostados na fama visual de sua bela vocalista. Mas, há pelo menos dois discos, venho sendo contrariado pelos holandeses. Com The Quantum Enigma, calo minha boca de vez. Não só é o melhor disco da banda, como o melhor disco de Metal com um vocal feminino que já ouvi. Pesado, melódico e de primeira classe. Palmas também para a lindíssima arte gráfica.

Sonata Arctica - Pariah's Child
Um exemplo clássico de "ame ou odeie", o Sonata Arctica vem brincando com a sua própria reputação desde Unia. Um passo atrás na ousadia, Pariah's Child traz de volta os lobos, o antigo logotipo e o bom gosto em algumas composições. Não é uma volta às origens - algo que seria impossível e mesmo indesejável - mas um retorno à um som mais agradável e de fácil acesso. Embora ainda não seja brilhante, é um passo considerável em relação aos anteriores. Ainda "o orgulho da Finlândia", o Sonata dá esperanças aos seus fãs com este novo disco.

Scar Symmetry - The Singularity (Phase I - Neohumanity)
Ainda desconhecido por muitos, o Scar Symmetry é o maior nome do Death Metal melódico, na atualidade. Boa forma que se confirma com o primeiro disco de uma trilogia conceitual, baseada numa história original sobre a clássica disputa homem-máquina. A dupla de vocalistas da banda segue impressionando, mas são as composições do guitarrista Per Nilsson. O disco vai muito além do Death Metal técnico, flertando, por vezes, com o Metal Progressivo e até com o Power Metal, em especial pelos teclados. Agora é esperar os outros dois.




Nem tudo foi louros e glória, em 2014. Como é de costume, algumas bandas desapontaram e muitos lançamentos não foram aquilo que se esperava. Segue, abaixo, alguns dos discos que nos decepcionaram, no ano que passou.


Iced Earth - Plagues of Babylon



A maior decepção de todas não é só frustrante. Se houvesse uma lista com os piores discos do ano, certamente Plagues of Babylon levaria a medalha de lata. O mais próximos sabem que adoro o Iced Earth, elegi Dystopia o melhor disco de 2011, por exemplo. Se a entrada de Stu Block deu novo gás a banda, com esse novo disco podemos perceber que a pilha nova já se esgotou, exaurida pela avalanche de estagnação que ronda a criatividade de Jon Schaffer. Impossível explicar como um gênio dos riffs simplesmente perdeu a mão. E quem conseguiu produzir péssimos discos com Tim Owens e Matthew Barlow, não pode culpar seu vocalista.

Rage - The Soundchaser Archives

Preparar uma coletânea não é um trabalho fácil, especialmente se você faz parte de uma banda com trinta anos de estrada. No entanto, o tempo também lhe rende uma bela porção de material digno de ser compartilhado. The Soundchaser Archives não é isso. Na verdade, o lançamento acaba tornando-se apenas uma relíquia para os fãs mais fiéis, trazendo algumas versões demo e outras com uma produção crua de músicas lado b da banda. Ou seja, é o Rage que menos interessa ouvir. Se você é fanático pela banda, pode conferir. Caso não, passe longe.

Sonata Arctica - Ecliptica Revisited
Se lançar uma coletânea é um desafio, o que dizer de regravar um clássico em sua totalidade? Agora, preciso confessar, achei a ideia genial. Ao contrário de muitos, acho que essa ´euma empreitada que muitas ou todas as bandas deveriam fazer. Regravar seu material com os recursos disponíveis anos depois. No entanto, com o Sonata Arctica não foi assim. Desde os primeiros anúncios, Tony Kakko jogu a responsabilidade do lançamento na cobrança de sua gravadora japonesa e isso fica claro ao ouvir o disco. Não há a menor emoção aqui, tudo foi feito sem motivação e sem brilho. Nada foi modificado. Se quer a produção abrilhantou nada. Ecliptica é genial, logo, sua regravação é uma bela audição. Mas é um disco sem sentido e sem sal, comparado com a versão original. Se era pre regravar, que algo novo fosse oferecido, não o mesmo disco de capa nova.



Está de acordo com nossa lista? Discorda? Que tal deixar um comentário logo abaixo?
Não demora mais que um minuto e mantém o blog motivado!

Nenhum comentário:

Postar um comentário