sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Unlimited and Covered - Eleanor Rigby (The Beatles - PAIN)


Unlimited and Covered

Esta seção apresenta ao leitor versões de músicas consagradas que foram revisitadas pelas mais diversas bandas do Metal e do Progressivo, transformando-as, ou apenas homenageando os seus grandes ídolos.

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Eleanor Rigby – The Beatles



Presente no álbum Revolver, de 1966, Eleanor Rigby demonstra como os Beatles evoluíam, gradativamente de uma banda de orientação pop para um experimentalismo de estúdio mais complexo. É a primeira música da banda a contar com um quarteto de cordas. A letra desta belíssima música é também fortíssima, e trata da solidão, como conceito, e de personagens que vivem uma vida solitária, como a emblemática Eleanor Rigby, cujo nome foi retirado de uma lápide, num cemitério, em Liverpool, onde John Lennon e Paul McCartney se encontraram pela primeira vez.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Resenhas - Therion - Gothic Kabbalah (2007)

Resenhas

Esta seção apresenta análises críticas dos editores, afim de propor debates e discussões – o mais construtivas possível – sobre o álbum resenhado.


A resenha é uma abordagem que se propõe a construção de relações entre as propriedades de um objeto analisado, descrevendo-o e enumerando aspectos considerados relevantes sobre ele. No jornalismo, é utilizado como forma de prestação de serviço. Pode ser texto de origem opinativa e, portanto, reúne comentários de origem pessoal e julgamentos do resenhador sobre o valor do que é analisado.


 Therion - Gothic Kabbalah (2007)


A criatividade reina no cenário Heavy Metal mundial. Alguns artistas, em especial, parecem se desenvolver ao longo dos anos atingindo um status de genialidade fora do normal, e o gênio que escolhi para comentar é líder de uma de minhas bandas favoritas. Quando o sueco Christofer Johnsson criou o Therion, sua proposta era falar sobre paganismo e ocultismo com uma banda de Death Metal bem pesada. Mas, ao longo dos anos, parece que o misticismo e o teor épico das letras foi totalmente incorporado pela musicalidade do grupo.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Recommended Decibels - Hibria


Recommended Decibels


Esta seção apresenta bandas e artistas que não são assim tão conhecidos, mas que, segundo a opinião dos editores, deveriam ser. Apresentaremos sugestões de álbuns e grupos que mereciam ter muito mais destaque do que tem. Bandas que estão fazendo um super trabalho e que você precisa conhecer!
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Hibria – Power Metal do Brasil

Se você for perguntado qual é a maior banda de Metal do Brasil, hoje, qual seria a sua resposta? Sepultura? Angra? Krisiun? Acho que 80% do pessoal responderia entre alguns desses monstros. Eu, por outro lado, defendo que, no momento, ninguém é maior que o Hibria.

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Os gaúchos estão na ativa desde 1996 e acabam de lançar o seu primeiro DVD e álbum ao vivo, com um show inteiramente gravado no Shinagawa Prince Stellar Ball – Tóquio, Japão – 15 de maio, 2011, o Blinded by Tokyo, que traz um apanhado destes 16 anos muito bem vividos e tocados. O Hibria faz um Power Metal poderosos com pitadas de Speed e do Heavy tradicional, especialmente no tocante aos maravilhosos agudos de Iuri Sanson, um frontman de respeito. Acompanhado pela dupla de guitarras sempre técnica e envolvente, Abel Camargo e, atualmente, Renato Osorio (antes, Diego Kasper), além da cozinha formada por Benhur Lima e Eduardo Baldo.

O primeiro disco da banda, Defying the Rules, só foi lançado em 2004, após quase 10 anos batalhando no underground portoalegrense. É um álbum fantástico, com uma pegada rápida e sem muitas firulas, um cd de Power com o espírito enérgico do Heavy Metal, vocais que se aproximam, quase sempre aos do Tim ‘Ripper’ Owens (ex-Judas Priest, ex-Iced Earth), mas com uma personalidade própria. Steel Lord on Wheels, hino imediato da carreira da banda, é, de fato sensacional.




Um dos melhores álbuns de estréia que já ouvi na vida. Além de toda a qualidade musical, o inglês dos caras é quase perfeito, e criam um conceito muito legal para acompanhar o seu debut. O disco traz o Heavy Metal com linhas melódicas dos anos 80, a velocidade dos 90 e a técnica dos 2000. Foi lançado no Brasil, EUA, Canadá, Europa Ocidental, Rússia e Países Bálticos, Japão, Taiwan, Coréia do Sul e Hong Kong. Defying é infalível e ganha nota 10!

É já no seu primeiro disco que o Hibria começa a sua empreitada internacional, migrando direto de Porto Alegre para o mundo, especialmente o Japão, sem escalas no resto do Brasil. No país do Godzilla, o álbum Defying the Rules foi o mais vendido de sua categoria durante 6 semanas na cadeia de lojas HMV e foi votado entre os melhores do ano pela critica e leitores da revista japonesa Burrn!

Cinco anos depois, em 2009, saía The Skull Collector, segundo cd da banda, na minha opinião, um pouco mais sofisticado e menos variado e empolgante que o anterior. O disco parece carregar o peso da responsabilidade de suceder o anterior, e essa não é uma tarefa fácil, ainda assim, Tiger Punch é memorável, assim como The Anger Inside. É um álbum mais cadenciado, não demonstra uma enorme evolução, mas não é, nem de longe, pior que o seu antecessor.

Sua incursão japonesa seguia com força total, o HIBRIA foi convidado a participar do maior festival de Metal do Japão, o LOUD PARK, tocando para 15.000 pessoas ao lado de grandes nomes da cena mundial como Judas Priest, Slayer, Megadeth, Arch Enemy, Napalm Death, Anthrax, Childrem of Bodom, Papa Roach, entre outros. Além do Loud Park, a banda abriu o show do Megadeth, na cidade de Nagoya.

Os gaúchos do Hibria no Loud Park, em 2009.



Já em 2011, sairia The Blind Ride, esse sim, a evolução natural da carreira da banda. Com vocais um pouco mais trabalhados e, menos agudos, Iuri Sanson continua roubando a cena, como na abertura Noncoforming Minds e na magnífica Shoot me Down. AS turnê deste álbum incrível levou à inevitável gravação do DVD, no Japão, onde a banda continua soberana. 

É lamentável que um monstro do gênero, como o Hibria, continue carregando a nossa bandeira, no exterior, e não tenha o reconhecimento merecido aqui no Brasil. Mas a banda passa pelo Unlimited e recebe o Selo Recommended Decibels de qualidade!!!
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Resenhas - Soulfly - Conquer (2008)


Resenhas

Esta seção apresenta análises críticas dos editores, afim de propor debates e discussões – o mais construtivas possível – sobre o álbum resenhado.


A resenha é uma abordagem que se propõe a construção de relações entre as propriedades de um objeto analisado, descrevendo-o e enumerando aspectos considerados relevantes sobre ele. No jornalismo, é utilizado como forma de prestação de serviço. Pode ser texto de origem opinativa e, portanto, reúne comentários de origem pessoal e julgamentos do resenhador sobre o valor do que é analisado.




Soufly - Conquer (2008)

Max Cavalera é um dos grandes ícones do Metal nacional, fundador daquela que é, provavelmente, a maior banda brasileira de todos os tempos, o Sepultura. Após sair da banda mineira, em 1996, Max deslocou-se para o Arizona, na terra do Tio Sam, onde fundou o Soulfly, uma banda com o som extremamente pesado, embora não tão ligada ao metal, com uma levada mais Hardcore ou Nu Metal, mesclada a ritmos brasileiros, tribais e world music em geral. No entanto, ao longo dos anos, lançamento após lançamento, o Soulfly teve uma evolução natural em direção ao Thrash Metal que Max faz tão bem, e foi ganhando o respeito da cena Metal, especialmente no Brasil.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Resenhas - Angra - Holy Land (1996)


Resenhas

Esta seção apresenta análises críticas dos editores, afim de propor debates e discussões – o mais construtivas possível – sobre o álbum resenhado.


A resenha é uma abordagem que se propõe a construção de relações entre as propriedades de um objeto analisado, descrevendo-o e enumerando aspectos considerados relevantes sobre ele. No jornalismo, é utilizado como forma de prestação de serviço. Pode ser texto de origem opinativa e, portanto, reúne comentários de origem pessoal e julgamentos do resenhador sobre o valor do que é analisado.




Angra - Holy Land (1996)

Existem alguns álbuns e bandas que marcam um estilo. Uma banda marcante para o metal brasileiro, talvez a maior, ao lado do Sepultura, é o Angra. O primeiro álbum da banda, Angels Cry, de 1993, já era considerado um dos grandes álbuns da história do Metal Melódico, sendo a banda uma das responsáveis pela introdução da música clássica na música pesada mundial. Os garotos inexperientes de São Paulo, sob a batuta do excelente vocalista Andre Matos, parecem ter guardado o melhor da carreira para o álbum seguinte, em 1996, saía do forno um dos melhores CDs de música brasileira, em minha opinião.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Resenhas - Sentenced - The Funeral Album (2005)


Resenhas

Esta seção apresenta análises críticas dos editores, afim de propor debates e discussões – o mais construtivas possível – sobre o álbum resenhado.

A resenha é uma abordagem que se propõe a construção de relações entre as propriedades de um objeto analisado, descrevendo-o e enumerando aspectos considerados relevantes sobre ele. No jornalismo, é utilizado como forma de prestação de serviço. Pode ser texto de origem opinativa e, portanto, reúne comentários de origem pessoal e julgamentos do resenhador sobre o valor do que é analisado.




Sentenced – The Funeral Album (2005)

Não consigo imaginar forma melhor para uma banda que lidou sempre com a idéia da morte e da dor para encerrar as suas atividades, do que lançar um Disco de Funeral. Mais do que isso, a última música da carreira da banda se chama “End of the Road”. Acredito que o simples fato de saber que aquele é o seu último álbum, as últimas notas, as últimas linhas vocais, fazem a banda imprimir em cada música uma emoção ímpar, como se o Sentenced já não fizesse isso, normalmente.

Divido The Funeral Album em três partes: Tristeza, Raiva, e Adeus. O primeiro terço do álbum é uma homenagem aos seus últimos anos de carreira, músicas melancólicas e sentimentais, carregadas de sentimento e notas emotivas. E não esqueçamos das letras escatológicas na voz sempre densa do Ville Laihala. Destaco We Are But Falling Leaves, a dura verdade da vida, que ninguém quer contar aos seus filhos:

We are but falling leaves in the air, hovering down. 
Unaware we will hit the ground 
Scattered fragments of time, 
like blinks of an eye. 
We are... Just when we realize that we are alive... We die.



A segunda parte do disco é aberta por Where Waters Fall Frozen, que deixa a mensagem muito clara: a partir daqui, ódio, fúria, raiva. Sentimentos que também são parte importante das nossas vidas. Esta parte do álbum remete diretamente aos primeiros anos de carreira, quando a banda se dedicava mais a um Death Metal, menos sentimental. Despair-Ridden Hearts, é o meu destaque, embora tão depressiva e bonita como uma música padrão do Sentenced. Vengeance is Mine e Drain Me são as mais pedidas se você deseja algo mais rápido e pesado.

No fim do caminho, temos The End of the Road, se me perdoam o trocadilho. Uma música emocionante até o limite. Recomendo ouvir a sua versão ao vivo, no DVD do último show da banda, o Buried Alive, onde as lágrimas demonstram a emoção real da banda.

Dou quase uma nota máxima para este cd, mas entendo que ele foi feito para os fãs, e não é o melhor começo para se conhecer o Sentenced. Por isso:

Nota 9/10
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O Sentenced foi uma brilhante banda que, infelizmente, já não nos presenteia com suas emocionantes músicas, seu criador, Miika Tenkula, suicidou-se e não nos deixou as esperanças de um retorno. Agora, resta o Poisonblack, para quem quer ouvir a voz do Laihala, mas não é a mesma coisa, adianto.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Iron Maiden e Metallica confirmados na edição 2013 do Rock in Rio


Regozijai, amigo headbanger do Brasil e da América Latina, os dois maiores expoentes do gênero estão vindo ao nosso país. A informação foi confirmada pela produção do grandioso Rock in Rio, para o evento do próximo ano.
A edição do Rock In Rio de 2013 no Brasil é a primeira com a parceria de Eike Batista e ocorre nos dias 13, 14, 15, 19, 20 e 21 de setembro.

Os ingressos custarão R$260 reais (não haverá taxa de conveniência). Inicialmente serão disponibilizados para venda 80 mil rockcards (que permitem a posterior troca pelos ingressos). Os demais ingressos serão vendidos em abril. Roberto Medina informou que o evento terá 15.000 ingressos a menos por dia que a última edição.